segunda-feira, 11 de maio de 2026

₊✩‧₊ Minha opinião sincera sobre Tomodachi Life: Living The Dream

 





Olá fadinhas!

Bem-vindos ao meu blog! Hoje, eu quero falar de um jogo que eu estive aguardando desde o momento que ele foi anunciado: Tomodachi Life Living the Dream! Eu comprei o jogo na pré venda no Nintendo EShop (o que só mostra o quanto eu tava animada por esse jogo), e como uma grande fã do Tomodachi Life do 3DS, eu quero compartilhar minhas opiniões sobre esse novo jogo.




Como Tomodachi Life não é muito conhecido no Brasil, principalmente pela falta de tradução pra português do jogo (problema esse que AINDA existe, mas eu vou entrar nisso depois), é capaz de alguns leitores não saberem que jogo é esse, então vou fazer uma pequena introdução ao jogo pra vocês. Basicamente, Tomodachi Life, assim como seu antecessor, Tomodachi Collection, e seu sucessor, o qual esse blog é sobre, começa na criação do seu primeiro Mii, essas criaturinhas engraçadas que estão nas fotos do blog, e depois disso, esse Mii vai se mudar para um apartamento, e sua responsabilidade é cuidar desse e dos outros Miis que você for criando ao longo do tempo, os alimentando e dando coisas como roupas, mobílias, acessórios e objetos variados quando eles sobem de nível.

Além disso, uma das partes mais importantes do jogo são os relacionamentos dos Miis! Eles vão desenvolvendo amizades (ou inimizades) espontaneamente, e as vezes eles até se apaixonam uns pelos outros, o que rende momentos muito divertidos pelas combinações aleatórias que acabam acontecendo. Outras mecânicas incluem "Quirky Questions" (Perguntas Malucas), um mini jogo encontrado na torre, onde você digita algo em uma pergunta pré pronta, e seus Miis respondem; a cabine de fotos, onde você seleciona os Miis que quiser e coloca eles nos cenários disponíveis; "Judgment Bay" (Baía do Julgamento), encontrado na praia, onde você desenha duas opções, e seus Miis escolhem uma delas; "Tomodachi Quest", que é basicamente um joguinho estilo RPG que é apresentado no parque de diversões; as notícias do dia, que você encontra no prédio do jornal, com notícias variadas e engraçadas, e por fim a mecânica que é, provavelmente, a mais popular: os shows de música do "Concert Hall". Quando seu Mii sobe de nível, você pode dar a ele um estilo de música, e no Concert Hall, você escreve a letra dessa música, rendendo momentos muito divertidos e icônicos.

Agora que você sabe o básico do jogo, vamos focar no novo jogo, e no que ele fez bem (ou não).



A primeira coisa que eu quero comentar, e que eu sei que agradou muitas pessoas, foi o maior detalhamento na criação dos Miis! O jogo antigo tinha opções MUITO limitadas, especialmente se tratando de cabelos cacheados/crespos ou diferentes penteados protetores, como dreads, e no novo jogo tivemos uma evolução ENORME! Claro, ainda tem muitos cabelos que não estão no jogo, mas já houve um grande avanço! O número de cores de pele também aumentou, e também cores de cabelos, dando agora a chance de termos mechas de outras cores. Além disso, todos os olhos agora tem cílios opcionais e customizáveis, ou seja, você pode trocar a posição deles ou retirá-los completamente, e todas as bocas tem lábios opcionais também! E, claro, temos uma nova função de pintura facial que, apesar de limitada, ajuda bastante em criar personagens mais detalhados.

Agora, uma função que é totalmente nova e muito legal é a opção de dar "little quirks" (pequenas manias) para seus Miis! Elas vem em diferentes tipos: manias de ficar parado, andar, acenar, comer, estômago (se você come muito ou pouco), ficar irritado, expressões, fala e manias aleatórias. Essa adição é muito fofa, é muito divertido ver seus Miis tendo suas características especiais, o jogo acertou muito nessa mecânica.

Outra nova função é a de decoração da ilha. Muitas pessoas ficaram com medo de que, com essa adição, o jogo perderia o foco de cuidar dos seus Miis e ver eles interagindo e se conhecendo, mas não! Decorar e personalizar sua ilha é uma coisa muito divertida e que acaba adicionando ainda mais ao jogo, com objetos que seus Miis vão interagir, espaços para eles se encontrarem, além de ser muito gratificante ver tudo organizadinho e bonito!

Falando em bonito, o jogo tem gráficos bem bonitos! Todo o ambiente da ilha e dos diferentes ambientes ficaram muito legais, com uma iluminação bem aconchegante e visuais que misturam a beleza de um jogo mais avançado, mas mantendo a "estranheza" e momentos engraçados do jogo original. Como uma fã do jogo de 3Ds, eu acho que Living The Dream mantém a essência do jogo original de maneira muito boa!

Porém, como nem tudo são flores, existem coisas que não me agradaram no jogo.


No começo do blog eu citei brevemente esse problema, mas ainda acho importante citar de novo: Tomodachi Life não tem tradução pro português. É incrivelmente ridículo que uma empresa tão grande quanto a Nintendo não forneça uma tradução para português, considerando o quão grande é a base de jogadores falantes brasileiros, além de outros países que também são excluídos ao não existir essa tradução, como Angola, Moçambique, entre outros. Então, além de ter que pagar extremamente caro por esse jogo (já que também não há uma conversão justa de preço nos jogos), você ainda vai ter que jogá-lo em outra língua, e como parte do jogo tem a ver com o uso de linguagem personalizada dos Miis, perde um pouco a graça quando não é na sua língua materna.

Outro problema é a falta de representação de deficiências (falta de membros do corpo ou próteses) e/ou aparelhos de auxílio como aparelhos auditivos, cadeiras de rodas ou bengalas. Além disso, jogadores também apontaram a falta de hijabs, uma parte bastante importante da cultura muçulmana. Pode até parecer uma reclamação desnecessária, mas em um jogo com o intuito de recriar você ou membros da sua família, é bem triste não conseguir se enxergar por completo no jogo por não haverem características importantes suas — até porque Tomodachi Life tem vestimentas e comidas relacionadas a várias culturas diferentes, então é uma crítica válida a se fazer.

Uma coisa que incomodou não só a mim mas também vários outros jogadores fãs do Tomodachi Life do 3Ds é a falta de mecânicas muito presentes no jogo antigo. Sabe o Concert Hall que eu falei no começo? Ele não existe mais. Uma das mecânicas mais divertidas do jogo antigo foi apagada no Living The Dream! Além disso, outra parte que muitas pessoas sentiram falta foi a participação do jogador no crescimento dos bebês. Para dar mais contexto, mesmo que não exista um meio de "vencer" no Tomodachi Life, o objetivo que o jogo te dava no 3Ds era o de conseguir que dois Miis se casassem e tivessem um filho. Quando isso acontecia, você via o bebê quando ele ainda era pequeno, e no primeiro dia, você tinha o minijogo de tentar acalmá-lo ninando ele. Depois, existia outro onde você brincava fazendo "achooou!". Quando ele virava criança, você podia girar ele e brincar com ele, e depois ele já virava adulto, e você tinha a opção de tornar ele um morador da sua ilha ou de mandar ele para viajar o mundo! Quando isso acontecia, você conseguia um álbum de fotos do bebê, que eram basicamente os créditos do jogo. No Living The Dream, por outro lado, o nascimento de um bebê trás uma cutscene do crescimento dele que, apesar de ser uma fofura, elimina totalmente a sua participação no crescimento do bebê (e até tira um pouco da importância dele). 


Mesmo com alguns pontos negativos, Tomodachi Life: Living The Dream é um jogo muito divertido e que vale bastante a pena ser jogado! Espero que o sucesso do jogo traga atualizações que melhorem alguns desses problemas que eu citei e tragam cada vez mais conteúdo para o jogo, ele é bem divertido e merece muito essa atenção que vem recebendo. Eu recomendo bastante que joguem!

E com isso eu encerro o blog de hoje! Agradeço muito a sua leitura, e espero te encontrar na próxima postagem! Até a próxima!

quarta-feira, 1 de abril de 2026

˚˖𓍢ִ໋❀ "Crônicas de Bleakwatch: Tinker Bell e a Cidade Perdida" é para quem sonha em encontrar uma fada em sua janela (e xingar o capitalismo)

 





Olá fadinhas!

Bem-vindos ao meu blog! Hoje, para começar as postagens de livros aqui, eu achei que seria interessante falar de um livro que combina com o tema do blog: fadas! Então por isso, vamos falar de Tinker Bell e a Cidade Perdida, que eu li em junho do ano passado.

Mas antes de nos aprofundarmos na história do livro, é importante lembrar de um filme que, infelizmente, nunca foi feito, chamado "Tinker Academy"



A história do filme, pelo pouco que foi revelado, era sobre uma escola para fadas chamada Tinker Academy, a qual a Tinker Bell iria passar a frequentar. Lá, ela encontraria um grupo de fadas chamadas City Tinkers que, como podem ver nos desenhos, teriam uma estética totalmente diferente do que as fadas que costumamos ver nos filmes, tendo roupas e acessórios mais mecânicos e, de certa forma, tecnológicos. 

A estética Steampunk foi definitivamente a inspiração para a criação dessas fadas. Essa estética é como uma vertente do retro-futurismo, imaginando tecnologias avançadas como as que temos atualmente, mas como se tivessem sido feitas na mesma época da Revolução Industrial (ou seja, com máquinas de vapor, engrenagens, computadores de madeira, entre outros). Parte dessa estética também tem como inspiração a moda vitoriana na parte das vestimentas, mas isso não é muito visto nos personagens desse filme em si. 

Mas por que eu estou explicando tudo isso? Bem, é porque esse livro é (muito provavelmente) uma referência à Tinker Academy! Apesar da história em si ser bem diferente, dá pra ver na estética escolhida e no design e personalidade dos personagens que o livro é como uma "continuação espiritual", digamos assim, do filme que foi cancelado, o que me fez comprá-lo quando eu vi na Bienal de 2025. Agora que tudo foi explicado, vamos para um breve resumo do que se trata o livro!



Tinker Bell e a Cidade Perdida começa quando nossa protagonista, depois de encontrar uma fada acidentada com um misterioso veículo voador, decide ir até o Continente (que, no caso, é como as fadas chamam o mundo humano. O lugar em si é Londres!) para recuperar um objeto que foi perdido por essa fada. Lá, ela encontra um grupo peculiar de fadas chamadas Flutterpunks, cinco fadas que vasculham a cidade em busca de quinquilharias humanas perdidas. Com a ajuda dessas fadas - ainda que nem todas concordassem em ajudar -, Tinker Bell conhece Bleakwatch, uma cidade escondida, bem no meio dos humanos, coisa que ela jamais imaginava que pudesse existir. Conforme ela vai conhecendo mais sobre os Flutterpunks e sua cidade, Tinker Bell começa a perceber o quanto lá é diferente do Refúgio das Fadas e, disposta a ajudar, decide que vai conseguir solucionar esse problema!

Tentando não dar spoilers do livro, vou dizer minha opinião sobre ele. Eu achei uma leitura muito divertida! Os novos personagens são bem legais, acho que não teve nenhum que não fosse interessante, e toda a construção de Bleakwatch é muito, muito criativa e inteligente. O livro tem críticas bem claras a desigualdade e a indiferença dos super-ricos à situação de quem está à margem da sociedade, criando desculpas atrás de desculpas para justificar o porque é certo que algumas pessoas simplesmente não tenham acesso ao básico para sua sobrevivência. Além disso, acho que toda a escrita da história foi bem linear, sem ter momentos em que eu senti que a história estava só enchendo linguiça ou acelerada demais. Os momentos pra desacelerar foram todos importantes de algum modo, ainda assim se mantendo naturais, o que tornou a leitura bem divertida. Eu recomendo bastante o livro para quem gosta dos filmes da Tinker Bell, ainda mais porque eu passei o livro inteiro pensando em como isso teria dado um ótimo filme, e eu acho que é uma leitura bem divertida e mágica, ótima para quando você não quer ler nada muito "carregado", por assim dizer. Eu definitivamente avalio ele como cinco estrelas!

Bom, essa foi a postagem de hoje. Muito obrigado por terem lido até aqui, espero que tenham gostado! Até a próxima!
















terça-feira, 17 de março de 2026

.✦ ݁˖ Bem-vindo ao Refúgio das Fadas! 𑣲⋆。˚






Olá, fadinhas!

Sejam muito bem vindos ao meu primeiro post no Refúgio das Fadas! Como esse é meu primeiro post, vou contar para vocês de onde surgiu minha ideia de criar um blog. Pode parecer clichê, mas isso vem desde a minha infância!

Quando eu era menor, eu lia MUITO esse livrinho da Julieta, de Menino Maluquinho, que basicamente consiste nas histórias de férias dela. O diferencial, porém, é que depois de cada historinha, a gente vê um post de um blog de férias da Julieta, junto com os comentários dos amigos dela, o que sempre era minha parte favorita! Eu achava uma ideia muito divertida compartilhar suas experiências dessa forma, então foi o que eu segui fazendo!

 Se você tiver interesse, leia a história aqui!  

Conforme eu cresci um pouco, eu comecei a usar o agora falecido Amino (pois é...), e nele eu fazia muitos blogs sobre diversas coisas, em várias comunidades diferentes, seja sobre desenhos, pensamentos meus, ou até mesmo contando histórias engraçadas da minha vida. Mesmo que eu lembre desses blogs agora sentindo vergonha, eu me lembro de me divertir muito enquanto eu escrevia, eu sentia orgulho de verdade do que eu estava fazendo!

Mas, como nem tudo são flores, depois de um tempo eu deixei de usar o Amino (em partes, já que de vez em quando eu baixava ele e usava pela nostalgia) e, com isso, parei de escrever os blogs que eu tanto gostava com aquela frequência. Por outro lado, eu comecei a postar vídeos no TikTok em 2023, o que eu faço até hoje! Postar vídeos é algo muito divertido, que me dá liberdade de fazer coisas que eu não exatamente conseguia ao escrever um blog, mas isso também acontece ao contrário, e é aí que um dia eu achei um vídeo falando sobre criar um blog!

Pode parecer simples, mas esse vídeo me fez relembrar os anos de escrever no Amino, ou então de ler a história da Julieta, e até mesmo do quanto eu sempre gostei de explorar sites diferentes, e foi assim que eu decidi criar o Refúgio das Fadas! Um blog onde eu posso me reconectar com outra parte da minha paixão por criar, e também posso divertir você, que tá lendo isso!

Eu espero que você goste do seu tempo aqui, e eu também estou muito animada para escrever mais posts! Te vejo no próximo! ദ്ദി(˵ •̀ ᴗ - ˵ ) ✧





₊✩‧₊ Minha opinião sincera sobre Tomodachi Life: Living The Dream

  Olá fadinhas! Bem-vindos ao meu blog! Hoje, eu quero falar de um jogo que eu estive aguardando desde o momento que ele foi anunciado: Tomo...