quinta-feira, 9 de julho de 2026

𑣲⋆。˚ pensamentos de uma recém-adulta

 

Olá fadinhas!


Bem-vindos ao meu blog! No dia primeiro de julho, eu fiz aniversário e completei 18 anos de vida! Um grande marco, sim, mas que traz sentimentos bem específicos que eu achei que seriam interessantes de discutir na primeira publicação desse mês (sim, esse mês eu vou publicar duas vezes já que esqueci de publicar mês passado).

Fazer 18 anos não é bem como eu imaginava que seria com uns 12 anos. Você não sente de imediato alguma mudança em si, essas coisas acontecem devagar. Mas existem mudanças sim: de repente você tem que renovar sua identidade, tirar título de eleitor (o que você até pode fazer antes, mas é com 18 que se torna obrigatório), e de repente um mundo de coisas é liberado para você com a maioridade. Então é claro que com uma semana sendo oficialmente adulta, eu fiz uma tatuagem!


    Mas quando eu digo que se tornar adulto não muda os seus pensamentos num passe de mágica, é porque quando eu era criança eu via os adultos da minha vida como muralhas inabaláveis que jamais tremeriam diante dos problemas que a vida trás, porém, quanto mais eu cresço, mais eu percebo que isso não é verdade. Eu não descobri isso só quando eu fiz 18 anos lógico, mas sim com uns 14, talvez, quando eu vi pela primeira vez o meu pai chorar, ou então com 16 anos, quando em uma situação muito delicada eu perguntei para minha mãe "o que vai acontecer agora?" e ela me olhou nos olhos e, com a maior sinceridade possível, disse: "eu não sei". É só que, agora que eu tenho 18 anos, esse pensamento tem um novo significado.

Eu estou em uma nova fase da minha vida, e mesmo que me encha de orgulho que eu tenha conseguido me formar na escola e sobreviver às dificuldades no caminho, eu tenho medo do que vai ser daqui pra frente. Esse ano é o ano que eu vou decidir qual vai ser meu próximo passo: onde eu vou estudar, se eu vou ter que mudar, o que eu vou fazer... E apesar de eu estar animada para começar um novo ciclo, eu também sinto muito medo. Essas mudanças me assustam, e eu não sei se eu estou pronta pra escolher (e isso também me assusta). Não é como se eu não fosse capaz, mas toda escolha que eu fizer requere algum sacrifício que eu não sei se estou pronta para fazer. Ser uma adulta oficialmente agora não mudou isso, e eu posso até ter a coragem de fazer todas as tatuagens possíveis, mas ainda não tenho o suficiente para ter certeza do que eu vou fazer quando esse ano acabar.

Mas eu também não quero fazer um blog triste sobre como eu sou mal-resolvida na minha vida. Eu estou muito feliz de ter chegado até aqui! Tem tantas coisas que eu evolui, e até esse medo que antes parecia apertar meu peito a cada menção dele agora... diminuiu, mesmo que só um pouco. Eu sei que eu não tenho todo o tempo do mundo, mas eu tenho só 18 anos. E eu só tenho essa idade há uma semana e um dia! E, principalmente, não tenho que passar por isso sozinha. Tenho minha família e meus amigos para me apoiar, e independente da minha escolha no final de tudo, eu sei que eles ainda estarão aqui. Eu só tenho que me permitir tentar, mesmo que as coisas me assustem (como eu fiz com a minha tatuagem!), e me lembrar de que, ao lado de quem eu amo, meus medos já nem são tão grandes assim. Eu ainda tenho muito chão por onde tenho que passar, e (com sorte) muito tempo pela frente para viver, e apesar de tudo, isso me deixa muito, muito animada. 


Esse é a primeira postagem mais "vulnerável" que eu faço, o que me intimida um pouco, sim, mas acho que faz bastante sentido com o que eu disse nesse texto que eu tente fazer as coisas, mesmo que com medo, né?

Enfim, vejo vocês ainda esse mês com uma nova postagem divertida! Até lá!!







𑣲⋆。˚ pensamentos de uma recém-adulta

  Olá fadinhas! Bem-vindos ao meu blog! No dia primeiro de julho, eu fiz aniversário e completei 18 anos de vida! Um grande marco, sim, mas ...